Thursday, November 13, 2014

Como as redes sociais estão mudando o nosso cérebro

Um terço da população mundial está online através da Internet e isto tem uma importância muito grande para como vivemos em sociedade. Mas e o seu corpo? Será que ele está sendo modificado pelo maior tempo que passamos conectados na rede?


Não conseguir se desconectar é um dos pontos mais críticos deste abuso da Internet que fazemos. Acredita-se que de 5 a 10% de todos os usuários de Internet do planeta não conseguem controlar o tempo que se gasta na rede. 


Apesar de ser um vício psicológico, diferente do vício em substâncias como açúcar, álcool ou outras drogas, o mecanismo funciona do mesmo jeito. Imagens do cérebro de pessoas viciadas em Internet mostram a atividade aumentada nas mesmas regiões que um viciado em cocaína, por exemplo.

Fisicamente falando, a matéria branca deste órgão diminui com o vício em áreas que controlam as emoções, tomadas de decisão e atenção. Se relacionar através das redes sociais fornece uma recompensa rápida de satisfação para o cérebro sem se esforçar muito. 


Assim, o seu cérebro prega uma peça fazendo que você sempre retorna para a sua página para atualizar as notícias dos seus amigos e ver se algo o satisfaz. Cada vez que você é movido por esta vontade de abrir a página do Facebook, a resposta seguinte é aumentada e o intervalo de uso começa a ficar cada vez menor. Parece mesmo como o vício em drogas.


Também existe o mito da multitarefa. Pensava-se que ao realizar esta busca por diferentes temas, pular de um lugar para o outro na internet através de um clique, estimulariam as pessoas a serem melhores em trabalhos com tarefas diversificadas. Porém, estudos mostraram que ao comparar usuários pesados de Internet com os outros, os usuários pesados vão muito pior em testes que mudam o assunto a cada pergunta. Os pesquisadores concluíram que realizar várias tarefas simultâneas na Internet treina o seu cérebro a ser menos seletivo com as informações, podendo afetar a memória das pessoas estudadas.

Outra nova condição registrada pelos psicólogos é a Síndrome da Vibração Fantasma. Ela funciona de forma que mesmo sem acontecer nada, você sente a vibração do seu celular ou escuta barulhos de notificações. Você pensa que algo aconteceu, mas nada realmente aconteceu. Num estudo, 89% dos entrevistados relataram esta experiência pelo menos uma vez a cada duas semanas. Ou seja, isto sugere que a tecnologia parece estar modificando como as redes de neurônios do sistema nervoso são capazes de serem modificadas por estímulos constantes aos quais estão condicionados os usuários pesados de Internet.



Por fim, estar em uma rede social faz com que o nosso corpo libere quantidades imensas de dopamina. A dopamina é um neurotransmissor que está relacionada à sensação de bem estar. Usando técnicas de ressonância magnética, médicos puderam observar que ao utilizar as redes sociais, os centros de recompensa do cérebro, onde a dopamina é liberada, encontram-se muito ativos e isto quando estão falando sobre si mesmos.

Em uma conversa real, frente a frente com uma pessoa, falar sobre si mesmo corresponde a 50% dos assuntos, enquanto nas redes sociais são 80%! Ou seja, a Internet pode estar nos tornando mais narcisistas e egoístas esperando a aprovação dos outros por uma recompensa em nosso cérebro porque falamos muito sobre nós mesmos.

Isto pode se tornar grave, porque se optarmos por falar muito de nós mesmos e não houver reconhecimento, o resultado é depressão. Portanto, não despreze a tecnologia. Use-a conscientemente e controle o tempo que você fica no computador. A vida real também é tão legal como o computador. Leia um livro, saia para andar de bicicleta, encontre um amigo para conversar pessoalmente. Vale a pena!


Veja também: Faça o teste e descubra se você é viciado em internet


Fonte: Biologiatotal


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