Sunday, February 9, 2014

Os benefícios da hidroginástica na terceira idade

Falta de equilíbrio, tropeços, quedas? Melhore sua capacidade funcional com essa atividade tão prazerosa. Não é raro ouvirmos relatos sobre idosos que por falta de equilíbrio, coordenação motora, força ou flexibilidade, acabaram caindo e fraturando alguma região do corpo. Como consequência, longos meses, ou anos, de tratamento, que tanto comprometem sua qualidade de vida. Uma atividade muito recomendada para melhorar a capacidade funcional dos idosos e assim, prevenir quedas, é a hidroginástica.

 “A água aquecida da piscina já ajuda no relaxamento muscular, a pressão hidrostática, que é uma leve pressão sobre o corpo e os vasos, auxilia o retorno venoso, e assim, pessoas com varizes são beneficiadas”, explica Cristianne Mara da Silva Manduca, professora de hidroginástica há 17 anos. Cristianne, que já fez vários cursos de extensão universitária em hidroginástica, esclarece que o exercício na água diminui em 90% o impacto com o solo, com isso, ele é muito recomendado para pessoas com lesão, osteoporose, artrose e osteopenia (estágio anterior à osteoporose).
A lista de vantagens não tem fim. Como a resistência da água é muito maior que a resistência do ar, o exercício trabalha a resistência muscular, a capacidade cardiovascular, cardiorrespiratória, e ainda gera perda de calorias por ser uma atividade aeróbia. “E apesar de não ser uma aula de dança, nós colocamos o exercício dentro do ritmo da música, o que aumenta a coordenação motora, noção de ritmo, além de melhorar o tônus muscular, flexibilidade, equilíbrio e força, que são os problemas que costumam gerar dificuldade para descer do ônibus, por exemplo”, destaca a professora, que dá aulas na CPN Academia, Unidade Mandaqui.
Aluna há 4 anos, Neusa Aparecida Oliveira Manso atesta os benefícios da hidroginástica. Com 62 anos e 11 quilos a menos, ela melhorou tanto de seus problemas de saúde que nem precisou fazer uma cirurgia no pé. Neusa passava por momentos difíceis: tinha esporão, face plantar rompida, derrame no pé, placa de calcificação no tornozelo, hérnia de disco e artrose e sentia muitas dores das pernas. “Nos primeiros dois anos eu fazia hidroginástica duas vezes por semana, e há dois anos comecei a fazer seis dias da semana, nunca mais voltei ao médico, passei a ter mais disposição, minhas dores diminuíram e ando com segurança nas ruas, pois melhorou muito meu equilíbrio”, conta Neusa toda sorriso, que hoje usufrui muito mais da vida. “Isso aqui é a minha alegria, meu lazer”, garante.

Inserir esses exercícios na rotina produz melhora psicológica também, pois a aula é em dupla, trabalha a socialização, a concentração, e com a liberação da endorfina, que traz a sensação de bem-estar, o prazer aumenta.
E tem contraindicações?
Antes de qualquer coisa, é necessário fazer um exame médico, seja na academia, seja por meio de um outro médico de confiança do futuro aluno. Mas há alguns casos especiais. “A atividade não é contraindicada, mas se a pessoa não consegue se equilibrar ou tem deficiência motora e não consegue caminhar, ela pode fazer uma hidroterapia, que é uma atividade feita por fisioterapeuta, e ele vai dar a aula com os movimentos que ela tem dificuldade”, frisa Cristianne. “E no caso de uma cirurgia grave no joelho, por exemplo, ela também deve fazer primeiro a hidroterapia e depois a hidroginástica”.

Fonte: Cristianne Mara da Silva Manduca, formada em Educação Física, trabalha há 17 anos como professora de hidroginástica e fez vários cursos de extensão universitária na área. 


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