Friday, September 20, 2013

Peixe-bolha é eleito símbolo para preservação de 'animais feios'

O gelatinoso peixe-bolha (Psychrolutes marcidus), com sua cara de poucos amigos, ganhou uma votação pública para se tornar o mascote oficial da Sociedade para a Preservação dos Animais Feios, da Inglaterra. Isso dá ao peixe o título não-oficial de animal mais feio do mundo.
A entidade começou como um evento noturno de comédia com o tema ciência e depois elaborou a campanha do mascote para atrair atenção para as espécies "esteticamente desfavorecidas" que estão ameaçadas. O vencedor foi anunciado no Festival Britânico de Ciência em Newcastle. 
O peixe-bolha é o primeiro da lista, que inclui o macaco-narigudo (Nasalis larvatus), a tartaruga-nariz-de-porco e a rã-do-Titicaca (conhecida em inglês como "rã-escroto"). O biólogo e apresentador de TV Simon Watt, presidente da Sociedade para a Preservação de Animais Feios, disse esperar que a campanha chame a atenção para as ameaças que essas "criaturas estranhas e maravilhosas" enfrentam.
"Nossa abordagem convencional à conservação é egoísta. Nós só protegemos animais com os quais nos identificamos porque eles são fofinhos, como os pandas", disse à BBC. "Se as ameaças de extinção são tão ruins quanto parecem, focar somente na fauna carismática não faz sentido."
"Não tenho nada contra pandas, mas eles têm que os ajude. Esses animais (os 'feios') precisam de ajuda", acrescentou.

Kakapo - É o único papagaio do mundo que não voa. Também conhecido como papagaio-mocho, esse pássaro pesado se desenvolveu na Nova Zelândia, que funcionou como uma "bolha", sem predadores naturais. 
Mas o país agora tem muitos mamíferos, incluindo humanos, que dizimaram sua população. De acordo com a União Internacional para a Conservação da Natureza, somente 126 dessas aves permaneciam na natureza no início de 2012.

Axolote (Ambystoma mexicanum) - Vive nos lagos próximos da Cidade do México. Só que por lá a maré não está boa para o axolote: a urbanização e a poluição das águas fizeram com que a espécie fosse classificada como criticamente ameaçada na natureza. No entanto, são bastante populares nos laboratórios, onde sua grande capacidade de regeneração é estudada.


Fonte: bbc
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