Tuesday, August 27, 2013

Como tratar picadas de abelhas e vespas?

É só deixar um refrigerante destampado ou descuidar por um instante de sua casquinha de sorvete que lá vêm elas, as abelhas. Para a maioria das pessoas, uma picada é um aborrecimento doloroso. Mas, para muitas delas, uma simples picada pode desencadear uma reação alérgica potencialmente perigosa.
Por que a picada de abelha dói tanto?
Para obter dicas sobre como aproveitar o ar livre sem uma visita ao pronto socorro, conversamos com Theodore Freeman, especialista em picadas de insetos e médico da Clínica de Asma e Alergia de San Antonio, no Texas, Estados Unidos.

Por que os insetos parecem picar algumas pessoas e outras não?
Ninguém sabe ao certo, mas há alguns dados que sugerem que certos perfumes podem atrair abelhas ao imitar seus feromônios, ou substâncias químicas que os animais liberam para se comunicar uns com os outros, diz Freeman. Perfumes que possuem cheiro similar ao de flores não são necessariamente o problema. “Afinal, as abelhas não picam flores”, lembra. Ainda assim, uma abelha voando pode ser provocada pelo golpe de uma pessoa no ar.

Mundo animal: A visão diferenciada das abelhas
E é seguro usar uma camisa estampada com o desenho de flores? Sim, responde Freeman. “Os padrões e as cores no tecido podem se parecer com flores para nós, mas não possuem nenhuma semelhança com o que as abelhas percebem como uma flor”, esclarece.

Não importa se você é picado por uma abelha ou vespa?
Na maioria dos casos, não há uma grande diferença entre qual desses insetos te pica. Porém, se você tem propensão a reações alérgicas, é melhor tentar identificar o tipo de inseto, no caso de você querer receber a imunoterapia. Este tratamento, que envolve a injeção de veneno para dessensibilizar o corpo, não vai ajudar para a picada atual, mas pode reduzir a probabilidade de uma reação alérgica em picadas futuras.

Um estudo publicado no início deste mês de agosto no periódico especializado “Annals of Allergy, Asthma & Immunology” descobriu que 70% dos adultos que tiveram uma reação alérgica a uma picada voltam a sofrer com esse problema pelo menos mais uma outra vez na vida. A imunoterapia com veneno pode reduzir esse índice para algo entre 5% e 10%, e para quase zero nos casos mais leves, segundo o estudo.

A picada de uma abelha tende a ser mais redonda, enquanto a de vespas e marimbondos é tipicamente mais estreita. “A maioria das pessoas que são picadas perto de casas ou outros edifícios tendem a ser vítimas de vespas, que constroem ninhos nas quinas dos telhados”, conta Freeman. 


As vespas são atraídas por comida, por isso uma picada em um piquenique poderia vir de uma delas. E, uma vez que as abelhas geralmente morrem depois de picar alguém, elas tendem a ser menos agressivas do que as vespas.

O que é uma reação normal a uma picada, e quando devo me preocupar?
“A dor local imediata e o inchaço são comuns”, diz. O inchaço pode aumentar nos dias seguintes à picada e até mesmo ficar do tamanho de uma laranja em alguns casos. Isso é “preocupante”, diz ele, mas não tão problemático quanto as reações anafiláticas graves.

Segundo Freeman, os sintomas que devem causar preocupação incluem urticária, vômitos, sensação de tontura, convulsões e dificuldade respiratória. Se você tiver qualquer uma dessas reações, consulte um médico. “Mesmo que os sintomas desapareçam dessa vez, uma reação alérgica futura pode ser ainda mais grave”.

Se a reação à picada for leve, o que vale a pena fazer em casa para melhorar?
Freeman recomenda a aplicação de um produto que geralmente fica restrito aos temperos na cozinha: o amaciante de carne. O médico aconselha que se misture o amaciante com água até que se forme uma pasta. Uma enzima presente no produto alimentício é capaz de penetrar no tecido da pele e pode neutralizar as proteínas tóxicas no veneno que faz com que o corpo reaja. 


Outra “receita” recomendada é o fermento químico também misturado com água, que deve neutralizar o ácido do veneno. “Qualquer coceira local pode ser tratada com um anti-histamínico isento de prescrição médica”, diz.

Se o ferrão ainda estiver na pele, o melhor é removê-lo com uma pinça ou por raspagem com a borda de um cartão de crédito. Os médicos antes acreditavam que a remoção do ferrão poderia liberar ainda mais veneno. “Entretanto, pesquisa recentes mostram que todo o veneno é liberado rapidamente, em cerca de um segundo após a picada”, informa Freeman.




Fonte: hypescience


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