Monday, May 13, 2013

Japoneses criam robôs que analisam hálito ou chulé das pessoas

Robôs lançados no Japão ajudam usuários a identificar se estão com mau hálito ou chulé, colaborando para a solução do problema.
São dois tipos de robôs: Kaori, o humanoide feminino (verifica o hálito) e o Shuntaro, robô-cão (analisa o chulé).
“Seu hálito está meio fedido”. A sinceridade é extrema, mas necessária. 
“Seu hálito está meio fedido”. A sinceridade é extrema, mas necessária.

Pesquisadores japoneses da CrazyLabo e do Kitakyushu National College of Technology desenvolveram um robô que tem uma tarefa um tanto quanto desagradável. Ele consegue analisar o hálito ou chulé de uma pessoa para dizer se está ou não agradável.

Shuntaro, que tem formato de cãozinho, e Kaori, que se assemelha à cabeça de uma mulher, foram programados para identificar odores ruins e podem até perder a cabeça se o cheiro ultrapassar os limites estabelecidos.

O robô detector de mau hálito atua da seguinte forma: o usuário dá uma baforada diante do rosto de Kaori. Se seu hálito estiver agradável, ela dirá: “um bom cheiro, sem problemas”. Se não estiver tão bom, dirá coisas como “isso está ruim, intolerável”. E quando for realmente malcheiroso, Kaori diz: “Está declarado estado de emergência; isso ultrapassa o limite da minha tolerância”.
Já o cão-robô Shuntaro balança a cabeça enquanto analisa os odores que emanam do pé de um usuário. Se o cheiro está decente, o robô toca a Quinta Sinfonia de Beethoveen. Se o cheiro não for muito agradável, ele dá um grunhido. Mas se o chulé for forte, a cabeça do cão cai ao chão, como se desmaiasse.
Não há previsão para a tecnologia chegar ao Brasil. Mas há uma maneira simples de identificar os dois problemas, afirmam especialistas.

- A melhor maneira é perguntar para alguém íntimo - garante a periodontista Beatriz Alhanati, ressaltando que o olfato do próprio paciente se acostuma com os cheiros que exala.

Se o incômodo for muito grande, é hora de procurar um médico. Para o mau hálito, podem existir diversas causas e, após o diagnóstico, diferentes tratamentos.

- Dependendo do motivo, o tratamento dura apenas quatro meses. Mas em dois já é possível se livrar do cheiro - explica a dentista.

Já o chulé não chega a ser uma doença, mas pode ser tratado quando for incômodo. Segundo a dermatologista Renata Domingues, se, apesar dos cuidados diários, o problema persistir, o melhor é procurar um médico.

- Dependendo da intensidade, podemos usar antibióticos ou até fazer cirurgia para reduzir o suor no pé.

Tanto o chulé quanto o mau hálito precisam de cuidados extras. Ao escovar os dentes, é preciso atenção na limpeza da língua. Já os pés, além de lavá-los frequentemente, é necessário secá-los bem. É o suor que causa o chulé. Por isso, o uso de antitranspirantes ajuda a evitar o mau cheiro. Também recomenda-se sabonetes antibactericidas e deixar os sapatos arejados.

Estar estressado pode influenciar também o hálito da pessoa. O nervosismo resseca a boca e altera a qualidade da saliva.


Fonte: Adaptado do Extra/Globo




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