Wednesday, May 8, 2013

Espécie extinta de rã que “dá à luz” pela boca pode ser revivida pela ciência

Uma espécie rara de rã australiana voltou ao cenário científico recentemente.

A rã, além de possuir uma bizarra peculiaridade – as fêmeas “dão à luz pela boca” – elas foram consideradas completamente extintas desde 1983.
As rãs de nome científico Rheobatrachussilus são conhecidas por armazenar no estômago os ovos fecundados pelo macho. Após a fêmea ovipositar seus ovos e o macho tê-los fecundado com a liberação dos espermatozoides, as fêmeas engolem esses ovos, que só eclodem depois de formados ainda dentro do estômago, e os girinos saem por sua boca.

Embora a espécie esteja extinta, os cientistas conseguiram um grande feito ao “reviverem” os animais por meio de uma sofisticada tecnologia de clonagem, no qual eles implantaram um núcleo da célula morta da rã em um ovo novo de outra espécie de rã.

A pesquisa, intitulada Projeto Lázaro, ainda não teve os seus resultados publicados oficialmente, mas os cientistas afirmam que a barreira que os impede de recriar a espécie considerada extinta, é apenas tecnológica e não biológica.

O projeto tinha, a princípio, o objetivo de recuperar os núcleos das células dos tecidos desta espécie coletada na década de 70, e foram mantidos congelados por 40 anos para agora serem clonados e trazidos à vida.

Ao longo de cinco anos, os pesquisadores usaram uma técnica de laboratório conhecida como transferência nuclear somática. O método consiste em coletar ovos frescos de uma espécie “aparentada” do sapo desativando seus núcleos; os cientistas os substituíram com os genes do Rheobatrachussilus, a rã extinta.

Embora nenhum dos embriões tenha sobrevivido mais do que poucos dias, alguns haviam conseguido se dividir e crescer partindo para um estágio embrionário composto por muitas células vivas, o feito é considerado surpreendente e um grande avanço científico. Já que o material genético de uma espécie extinta, mesmo que por alguns dias, voltou à vida.

Mike Archer, professor da Universidade do New South Wales, e líder do Projeto Lázaro, disse ao DailyMail:

"Nós reativamos as células mortas nos vivos e revivemos um genoma da rã extinta no processo. Agora temos novas células crio-preservadas do sapo extinto para usar em futuros experimentos de clonagem. É importante ressaltar, que já temos demonstrado a grande promessa desta tecnologia como uma ferramenta de conservação, quando centenas de espécies de anfíbios do mundo estão em declínio catastrófico”.

O professor Acher revela também que a sua maior ambição científica é reviver, através da clonagem, a espécie extinta de tigre australiano da Tasmânia, o Thylacine.

Além do Tigre da Tasmânia, outras espécies extintas também aparecem como possíveis candidatos a voltarem à vida, tais como o mamute, o dodó uma ave não-voadora e originária das Ilhas Maurícias, e a arara-vermelha de cuba.


Fonte: jornalciencia



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