Tuesday, May 21, 2013

Água-viva viajante - Phyllorhiza punctata

Pode medir até 60 centímetros de diâmetro e há registros esporádicos de sua ocorrência no Brasil desde a década de 50. A espécie se alimenta de plâncton e larvas de crustáceos, como camarões.Quem vê uma água-viva no mar, não imagina que ela seja capaz de viajar grandes distâncias. 
É de se estranhar, que exemplares da água-viva-australiana-manchada (Phyllorhiza punctata) tenham sido encontrados no mar de Ubatuba, em São Paulo. Elas podem ter viajado em  estágio de seu ciclo pólipo. Nessa fase, elas ainda são pequenas e incapazes de se mover sozinhas, por isso, precisam estar presas a algum lugar. Se o lugar escolhido tiver sido o casco de um navio, já dá pra concluir o que houve.
Outra possibilidade é de que elas tenham chegado até aqui junto com a água de lastro – água do mar armazenada em tanques, nos navios, que servem para dar estabilidade à embarcação – de barcos que aportaram no Brasil. Isso pode acontecer mesmo na fase adulta das águas-vivas.
É nesse estágio, conhecido como medusa, que as águas-vivas-australianas-manchadas já sabem nadar por conta própria e podem causar problemas para os banhistas. Não é só aos humanos que as águas-vivas invasoras podem causar prejuízos. O meio ambiente também pode ser prejudicado. 
“Como é uma espécie não originária do Brasil, ela pode estar causando algum prejuízo ao ecossistema”. “Porém, ainda não sabemos qual”. A P. punctata já tem sido observada em diversos lugares do planeta. No Golfo do México, sua presença causou uma redução da população de camarões, o que afetou o meio ambiente e as atividades de pesca.
Não há muito o que fazer em relação às águas-vivas que já estão em águas brasileiras. Porém, existe uma forma de evitar que novos animais venham parar aqui: basta que os navios sejam limpos em alto mar, impedindo que novos animais cheguem até a costa.

Fonte: cienciahoje
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