Monday, April 15, 2013

O dinheiro faz-nos mais malvados? Um estudo diz que sim

Ainda que, a sua maneira, o dinheiro seja uma das invenções mais surpreendentes do talento humano, sobretudo se levarmos em conta o nível simbólico e de abstração que leva consigo, paralelamente tem uma das reputações mais sinistras que poderiam adjudicar a um elemento de nossa realidade. Desde certa perspectiva dinheiro é associado com a maldade, o egoísmo e outros comportamentos afins que falam de uma pobre qualidade humana.

E conquanto isto poderia ser considerado unicamente um falso senso popular, um estudo recente da Universidade da Califórnia em Berkeley confirmou que, efetivamente, o dinheiro pode fazer com que as pessoas se tornem mais malvadas e menos empáticas com seus semelhantes.

No experimento realizado pelos psicólogos Paul Piff e Jennifer Stellar, voluntários universitários em pares jogavam o conhecido jogo Monopoly em uma sala fechada, mas com vigilância constante via vídeo, com a exceção de que as regras estavam manipuladas de tal modo que um deles tinha uma clara vantagem sobre o outro. Notaram que a princípio, o ganhador se sentia incomodado com a óbvia desigualdade, mostrando uma expressão que denotava a injustiça da situação.

Para surpresa dos pesquisadores, durante o jogo tudo mudava: o participante ganhador passou a experimentar uma incrível evolução em seu estado de ânimo  com respeito a seu adversário: quanto mais dinheiro ganhava, pior se portava com o outro estudante, debochando dele e calculando pontualmente sua estratégia para seguir acumulando ganhos.

De acordo com os pesquisadores, estes resultados, apoiados por outros estudos realizados a respeito, evidenciam que as pessoas ricas são comumente mais egoístas e menos empáticas. Asseguram que ter mais riqueza deixa a pessoa ruim, que os ricos são menos empáticos e sentem menos compaixão que os demais, são menos éticos e mais desagradáveis, desumanos e malvados que pessoas com menos rendimentos.

Para Paul Piff, as pessoas abastadas tendem a privilegiar seus próprios interesses, sem se importar o comportamento que demonstram para o exterior perseguindo estes objetivos. Por sua vez Jennifer Stellar assegura que a pouca sensibilidade dos que gozam de uma posição  tão acomodada pode ser explicada justamente porque em sua vida não tiveram que enfrentar grandes tribulações.

Por suposto, este tipo de pesquisa tem fortes detratores. Alguns assinalam que algumas das pessoas mais ricas no mundo, como Bill Gates e Warren Buffet, são os maiores filantropos da história da humanidade.

Outros asseguram que tais estudos tem como única motivação condenar àqueles que fazem parte do 1%, ou os mais ricos da sociedade. Ademais, argumentam que ninguém sabe na verdade o que ocorre primeiro em um sistema capitalista: se o dinheiro torna à pessoa menos honesta e má ou se estas são qualidades necessárias para poder subir na escala social e econômica e ganhar muito dinheiro. Por exemplo, Ray Dalio, um bem sucedido empresário estadunidense diz que - "Se você quiser ganhar mais dinheiro que a média do mercado, vai ter que pisar em alguém".

E você, o que pensa a respeito disso?


Fonte: mdig


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