Tuesday, February 26, 2013

Turismo com adrenalina: Alimentar tubarões - Mergulho sem proteção na costa de Nassau, nas Bahamas

É difícil de acreditar, mas podemos participar de um almoço emocionante em mar aberto, cara a cara com tubarões, sem gaiolas de proteção, nas águas quentes de Nassau, capital das Bahamas. A região é farta em tubarões-tigre e tubarões caribenhos de arrecife, conhecidos no Brasil como cabeças-de-cesto.
  A Stuart Cove, empresa que promove os mergulhos, se encarrega de ir buscar cada viajante no hotel. A assinatura de um termo de responsabilidade, que isenta a empresa em caso de acidente – raros na região, destacam os guias – aumenta ainda mais a dúvida: será que é seguro? 
  Há exigências e regras para garantir que você vai e volta inteiro. Para começar, apenas mergulhadores certificados podem participar. A principal orientação é nunca fazer movimentos bruscos perto dos tubarões. 
 No retorno ao barco “Nunca tire as nadadeiras longe da escada do barco, isso é um belo banquete para as feras! Segure na escada, ponha o pé no degrau com a nadadeira ainda no pé, tire a nadadeira, e ponha o pé rapidamente no degrau de cima! 
 A sola do pé em movimento é semelhante a ação do peixe dentro d´agua e o tubarão chegará ao seu pé em poucos segundos! Se vocês tiverem algum valor por seus pés, façam o que estou falando!” alerta NealHarvey, alimentador de tubarões.  
 No esperado mergulho para alimentar tubarões, podemos ver inúmeros tubarões na superfície rondando o barco. Não é fácil confiar nos animais selvagens e se atirar ao mar. São poucos que se sentem preparados e confiantes para realizar essa proeza, mas o que consola o aventureiro é que são raros os ataques na região.
Todos descem a uma profundidade de 15 metros, até a proa da embarcação naufragada. Vestido com uma roupa de malha de ferro trançada, Neal Harvey chega depois, com a caixa de alumínio cheia de pedaços de peixe. 
 Larga a caixa na estrutura de ferro do barco, o que emite um som similar a um gongo, que dá início ao ritual. A quantidade de tubarões aumenta – são pelo menos 40 após 15minutos.  O fato de não tocar nas feras com a mão pode deixar o mergulhador frustrado, mas nem é preciso. Você pode sentir parte dos corpos dos tubarões batendo nos seus ombros, cabeça e até mesmo no rosto, enquanto brigam entre si para passar entre os mergulhadores e alcançar a caixa.
 
 
 

Fonte: estadão
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