Sunday, December 2, 2012

Um olhar sobre a homossexualidade

“Em uma sociedade predominantemente heterossexual, conhecer a si mesmo pode ser um desafio para muitas pessoas. Em casas controladoras e homofóbicas, abraçar uma orientação sexual minoritária pode ser terrível”.
Verdades e mitos sobre a homossexualidade

  • Ser homossexual é uma opção?
    Não. As pessoas sentem o desejo que é natural para elas.
  • A culpa é da educação, do excesso de cuidado ou de rigidez que eles receberam?
    Desejo sexual não se ensina e nem se influencia. O que a família pode determinar são os valores que os filhos vão usar para lidar com o amor e o sexo.
  • Menino sensível e menina agressiva: sinal de homossexualidade?
    O comportamento sensível ou agressivo tem mais a ver com os atitudes das pessoas com as quais a criança ou o adolescente convivem e que podem estar sendo simplesmente imitados.
  • Homossexuais são promíscuos?
    Promíscuas são as pessoas que transam muito, sem cuidados, podendo ser hétero ou homossexuais. 

O relacionamento com a família 


Um exemplo do que acontece quando mães e pais descobrem que os filhos são homossexuais está descrito abaixo, nas perguntas de uma mãe em um site de perguntas e respostas:



Descobri que meu filho é gay. E agora, o que faço?

Domingo, dia 02, pela manhã, entrei no quarto do meu filho (ele tem 16 anos) para guardar as roupas dele que estavam passadas. Na verdade, eu iria deixar no sofá, mas ele esqueceu de trancar a porta (ele sempre tranca, nunca deixa ninguém entrar, nem mesmo para limpar).
Então, aproveitei e entrei. Coloquei as roupas sobre a cama e veio a curiosidade de abrir o guarda-roupa dele. Maldita hora... tomei um susto: havia uma pilha de revistas pornográficas de homens nus. 
Fiquei com raiva de mim mesmo... como eu não sabia que meu filho fazia estas coisas? 
O que eu fiz de errado? O que posso fazer para consertar meu erro? Eu não quero que ele seja homossexual e pegue AIDS.
 Melhor resposta dada a essa mãe

Bem, sei que essa é uma situação complicada. E me parece ainda mais complicada pela visão que você aparenta ter do fato, encarando toda essa situação como se fosse fruto de um erro seu como mãe, que ele irá pegar AIDS só pelo fato de ser homossexual, e que você pode corrigir o seu "erro" fazendo com que ele não seja mais homossexual. 

É da sexualidade dele que você está falando, não é algo que dê pra consertar, porque não há nada para ser consertado. Ele é assim, e cabe a você tentar aceitar e compreender, e não tentar mudá-lo - o que eu acredito não ser possível.

Seu filho não virá a ter AIDS por ser homossexual, se fosse assim nenhum heterossexual seria aidético e todos os homossexuais o seriam! Só adquire AIDS aquele que não se protege contra o vírus do HIV, independentemente da sua sexualidade.

Não adianta em nada você não querer que seu filho tenha certa orientação sexual, isso não vai mudar a realidade das coisas, só vai fazer com que seu filho sofra. Espero que tenha ajudado.

Casal homossexual e adoção


Adoção de crianças por casais homossexuais, um assunto delicado, e bem discutido atualmente.



Um assunto, que também, não deixa de ser complicado, pois muitas vezes é difícil entender como uma relação familiar baseada numa união homossexual pode ser para a convivência com a chegada de uma criança.



A adoção de crianças por um casal gay, não está gerando polêmica somente aqui no Brasil, pois é sabido que no exterior este é também um tema também controverso. 


Quando se fala em adoção de crianças por um casal homossexual, há sempre resistência à ideia de dois homens ou duas mulheres criarem saudavelmente uma criança.
Mas todos sabemos que crianças precisam de dedicação, cuidado, respeito e amor, precisam de alguém que lhes deem condições para crescerem de forma saudável, tendo seus direitos e deveres observados e respeitados. Volta e meia se divulgam casos de crianças que são maltratadas, inúmeras vezes por seus próprios pais e mães biológicos. Portanto, a forma como uma criança é tratada nada tem a ver com a sexualidade dos pais.
A adoção por casais homossexuais ainda gera muita polêmica e as decisões favoráveis na Justiça brasileira ainda são poucas. 

A prática é que um dos parceiros adote a criança, como solteiro, e passe a conviver com ela juntamente com seu companheiro. Essa prática, por ser a mais viável, tem sido a mais utilizada.
A criança adotada por um casal homossexual, com certeza vai sofrer preconceitos, e é isso que traz sofrimento e angústias, tanto para a criança como para os pais/mães. É muito importante lutar contra o preconceito. Seja ele qual for.

As novas famílias estão aí provando que não importa como, se héteros ou homossexuais, mas pessoas com uma base estruturar sólida são mais felizes, bem sucedidas e conseguem viver melhor com todas as alegrias e obstáculos da vida!

O relacionamento entre casais homossexuais
O homem ou a mulher homossexual deseja e procura contato, normal, como entre homem e mulher heterossexual. Até em tempos muito recentes, homens e mulheres homossexuais eram perseguidos.É um engano pensar-se que o casamento cura a homossexualidade.
O homem ou a mulher homossexual pode comportar-se como o outro sexo, às vezes até nos detalhes do uso de cosméticos, enfeites e no modo de cruzar as pernas. O homem age de modo afeminado, enquanto a mulher se comporta como homem.

No contato sexual, o homem homossexual pode desempenhar quer o papel da mulher, quer o do homem. Os papéis do casal são repartidos, um deles é sempre ou quase sempre ativo no contato, o outro fica geralmente passivo.
O casamento entre pessoas do mesmo sexo não é permitido no Brasil. Pelo menos não com esse nome. Na prática, casais homossexuais que vivem juntos podem ter sua condição reconhecida sob o ponto de vista legal. Muitos cartórios do país já aceitam o registro, por parte de casais homossexuais, de um documento chamado escritura de união estável.

Países que aceitam a união de casais gays
  • 1999: Dinamarca permite a homossexuais ligados por união civil a adotar o filho de seu companheiro ou companheira; o direito de um casal gay adotar em conjunto uma criança é aprovado em março de 2009. 
  • 2001: Holanda se torna o primeiro país europeu a autorizar a adoção por casais gays de crianças sem relação de parentesco. 
  • 2001: Alemanha autoriza um membro do casal homossexual a adotar o filho biológico do outro desde que haja união civil. 
  • 2002: Suécia legaliza a adoção por casais homossexuais desde que haja união civil. 
  • 2002: Na Austrália a adoção por casais homossexuais foi permitida no estado de Western 
  • 2005: Inglaterra e Gales permitem que casais gays adotem crianças. Medida seguida no mesmo ano pela Espanha. 
  • 2006: Islândia aprova lei que permite a adoção por casais homossexuais com relação estável de mais de cinco anos. Bélgica adota medida semelhante no mesmo ano. 
  • 2008: Noruega legaliza tanto a união civil entre homossexuais como a possibilidade de adoção de crianças. 
No Brasil, a maioria das uniões homossexuais – 99,6% – não é formalizada (com registro civil ou religioso) e está concentrada nos estados do Sudeste (52%), seguida pelos do Nordeste (20%), do Sul (13%), do Centro-Oeste (8,4%) e do Norte (6%).
Tanto casais heterossexuais quantos homossexuais podem ser fiéis ou traírem. A afeição do casal não é dada através da sua sexualidade, mas sim através dos indivíduos que o formam. 
"A maioria dos casais homossexuais em relação duradoura permanecem juntos por vontade própria já que não têm a sociedade a seu favor" (Kimberly Balsam).
Um relacionamento só dará certo se vocês lutarem como um casal, conversarem como melhores amigos, paquerarem como primeiros amores, e protegerem uns aos outros como irmãos. A opção sexual, de fato, não importa.....


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