Saturday, December 22, 2012

Água-viva Juba de Leão - Cyanea capillata - Pode salvar vidas nos oceanos

Seu alcance é limitado a águas frias, próximas ao Ártico, Atlântico Norte e no norte dos oceanos Pacífico, raramente encontrada mais ao sul de 42 ° de latitude norte. Similar a água-viva (que pode ser da mesma espécie) são conhecidas desde a costa da Austrália e Nova Zelândia. 
 O maior espécime registrado, encontrou lavada em cima da costa da baía de Massachusetts em 1870, tinha um sino (corpo) com um diâmetro de 2,3 m e tentáculos 36,5 m de comprimento.  Esse animal se alimenta de plâncton e devasta suas populações nas regiões invadidas, o que diminui drasticamente a quantidade de peixes que comem o plâncton. 
 Como qualquer espécie invasora, o Mnemiopsis leidyi parecia não ter predadores, até agora. Os tentáculos da água-viva são cobertos com pequenas células com perigosas toxinas que podem paralisar a vítima e que ainda causaram paradas cardíacas em testes em ratos de laboratório. 
 Humanos geralmente têm reações menos intensas, a não ser que sejam alérgicos ou recebam muita toxina. Teoricamente, uma grande quantidade de protetor solar já ajuda a evitar maiores danos. Mas a grande vantagem está no tamanho dos tentáculos, que conseguem pegar pequenos peixes e até outras águas-vivas de grande porte. 
 Com essa capacidade, o "monstro" acabou se tornando um protetor dos mares ao caçar o ctenóforo invasor. Contudo, o estudo indica que esses animais conseguem escapar 90% das vezes do predador, mas sofrem danos no processo e sucumbem a repetidos ataques.

 Fonte:   
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