Monday, November 26, 2012

Como as Ostras fazem as Pérolas?


Você sabia que uma ostra que não foi ferida não produz pérola?
Pois é verdade, as pérolas são produtos da dor que resultam da entrada de uma substância estranha ou indesejável no interior da ostra, como um parasita ou grão de areia.

A pérola é o resultado desta substância estranha que desliza para dentro da ostra e ocasiona uma irritação.

As pérolas são feridas curadas. Na parte interna da concha é encontrada uma substância lustrosa chamada NÁCAR (madrepérola). Quando um grão de areia penetra na concha as células do Nácar começam a trabalhar e cobrem o grão de areia com camadas e mais camadas, para proteger o corpo indefeso da ostra.

Vai aumentando o tamanho da Pérola muito lentamente, até que ela atinja certo tamanho. Se esse tamanho ultrapassa certo limite, a ostra morre. Por isso, não existem Pérolas muito grandes. Como resultado, uma linda pérola se vai formando.

Ostra que não foi ferida, de algum modo, não produz pérola pois esta não é mais que “uma ferida cicatrizada”.

A maioria das jóias são confeccionadas usando-se metais preciosos e pedras preciosas encontradas no solo, porém as pérolas são encontradas dentro de uma criatura viva, a ostra. As pérolas são resultado de um processo biológico - é a maneira da ostra se proteger de substâncias estranhas.

As ostras não são os únicos moluscos que podem produzir pérolas: mexilhões e amêijoas (espécies de mariscos) também produzem pérolas, mas esta é uma ocorrência muito mais rara. O processo é o mesmo que o das ostras. A diferença está nas cores, que são mais variadas, e nos formatos muito irregulares.
A maioria das pérolas são produzidas pelas ostras, tanto em ambientes de água doce quanto de água salgada.

Para entender como as pérolas são formadas nas ostras, você deve primeiro entender a anatomia básica de uma ostra.

Ostras são bivalves, o que significa que suas conchas são formadas de duas partes, as valvas. As valvas das conchas são mantidas juntas por um ligamento elástico. Este ligamento é posicionado onde as valvas se juntam, e usualmente as mantém abertas para que as ostras possam se alimentar.

Essas são as partes de uma ostra dentro da concha:

Como a ostra cresce de tamanho, sua concha também deve crescer. O manto é um órgão que origina a concha da ostra, usando os minerais dos alimentos. O material criado pelo manto é chamado madrepérola. A madrepérola alinha o interior da concha.

A formação de uma pérola natural começa quando uma substância estranha desliza para dentro da ostra, entre o manto e a concha, o que irrita o manto. A reação natural da ostra é cobrir esta irritação para se proteger. O manto cobre a irritação com camadas da mesma substância de madrepérola, que é usada para criar a concha. Isto eventualmente forma uma pérola.

Portanto, uma pérola é uma substância estranha coberta com camadas de madrepérola. A maioria das pérolas que vemos nas joalherias são objetos bem redondos, e são as mais valiosas. Nem todas as pérolas se saem tão bem assim. Algumas pérolas possuem um formato irregular - estas são chamadas pérolas barrocas. 
As perolas, como você provavelmente já notou, possuem grande variedade de cores, incluindo branca, preta, cinza, vermelha, azul e verde.
A cor muda de acordo com o tipo de ostra e com a região em que ela vive: minerais e proteínas presentes na água podem dar cores diferentes à pérola.

A maioria das pérolas podem ser encontradas por todo o mundo, mas as pérolas pretas são nativas do sul do Pacífico.

A cada 100 pérolas produzidas na natureza somente uma é negra Elas são feitas pela ostra-dos-lábios-negros, que habita a região da Polinésia Francesa, e são as mais raras e caras do mundo!

Nem toda ostra faz pérola. A concha do bicho costuma ser bem selada e é difícil um invasor entrar. Na natureza, isso acontece em apenas um em cada 10 mil animais. Por isso, as pérolas são tão valiosas.

As pérolas cultivadas são criadas pelo mesmo processo que as pérolas naturais, mas claro, com uma mãozinha dos criadores. Para criar uma pérola cultivada, o criador abre a concha da ostra e faz uma pequena fenda no tecido do manto. Pequenas irritações são então inseridas por baixo do manto. Em pérolas cultivadas em água doce, cortar o manto da ostra é o suficiente para induzir a secreção de madrepérola que produz uma pérola sem que para isso um corpo estranho tenha que ser inserido.

Apesar das pérolas cultivadas e naturais serem consideradas de igual qualidade, pérolas cultivadas tem geralmente um valor menor, já que não são tão raras.

Como todas as Pérolas, independente de serem cultivadas ou naturais, são de origem orgânica, parte de sua composição (cálcio, proteína e água) pode sofrer ressecamento, rachaduras e arranhões se alguns cuidados básicos não forem adotados para preservar seu brilho e tempo de vida.

- Evitar limpá-las com escova de dente, detergentes, sabão, sabonete, solução para limpeza de jóias, bicarbonato de sódio, etc.

- Evitar que entrem em contato com cosméticos, poeira, suor e produtos químicos.

- Evitar tomar banho com as pérolas, pois o cloro e sabão irão danificá-las.

- Não deixá-las em ambiente seco ou quente demais para que não fiquem ressecadas.

- Pérolas intercaladas com fio de ouro (exceto as do tipo Mabe e meia Pérola) podem ser periodicamente mergulhadas em água morna e sabão neutro. Limpá-las com pincel macio para eliminar gorduras e enxaguar bem.

- Como possuem dureza baixa, devem ser guardadas individualmente para que outras jóias não lhe causem arranhões na superfície.

- Pessoas que transpiram muito podem usar as pérolas sobre a roupa para evitar seu contato com o suor.

- Sempre após utilizar uma jóia com pérolas é conveniente limpá-la com o uso de uma flanela ou toalha macia umedecida com água antes de guardá-la.

- Para jóias que utilizam fios de linha, periodicamente reenfie as contas numa nova linha para preservar o interior da perfuração.



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